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domingo, 23 de maio de 2010

"Frases dos Ônibus da copa!"

Semana passada a organização da Copa da África (que e logo ali) divulgou as frases que serão usadas nos "Buzões" que transportaram as delegações durante a disputa.

A frase escolhida para ser usada no Ônibus brasileiro foi a seguinte: "Lotado! O brasil inteiro está aqui dentro!". Depois de analisar essa "genialidade" literária, estive imaginando o seguinte: caso o Dunga tivesse convocado Ronaldo, Adriano e Ronaldinho Gaúcho, qual frase deveria ser pintada na lataria do buzão? "Lotado! Cervejas, cachaça, uísque, cigarro, tóxicos e entorpecentes, travecos e barraqueiras todos estão aqui dentro!" Se tivesse convocado Ganso, Neymar:"Lotado! Sorvetes, picolés, balas doces e pirulitos inteiros estão aqui dentro".

Pode um negócio desse?!

"Começou a frescura!"

Apesar do clima frio que faz em Curitiba, a torcida paranaense fez de tudo para aquecer o clima de Copa do Mundo na chegada da seleção brasileira à cidade.
Entretanto, quem foi ao aeroporto receber os jogadores perdeu a viagem. Por pura frescuragem (para não dizer outro termo) e falta de consideração a delegação pegou um atalho e se mandou para o CT do Atlético Paraguaiense, onde iniciaria a preparação rumo África do sul (que e logo ali). Deixando os torcedores a ver navios, ou melhor, aviões

"Olé Marques, Adeus Marques."

Depois do Cru-cru, agora é o Galo que pisa feio na bola e suja uma bela relação de amor com um ídolo do clube. Marques resolveu se aposentar após uma falta de habilidade entre a diretoria do clube e o técnico fanfarrão Vanderlei Luxemburgo, que por várias vezes o elogiou pelo profisionalismo e dedicação.
Não custaria nada para o Atlético manter o xodó até dezembro, quando penduraria as chuteiras sem qualquer problema para ninguém. De mais a mais, 15 minutos de Marques em campo valem muito mais que 90 de Muriqui e outros pernas de pau.
E outra, cadê o tal estatuto do idoso?

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Não haverá João e Maria esse ano!

A final do campeonato mineiro será inédita! Graças a incompetência cruzeirense. Adilson Batista na minha concepção até e um bom treinador, seus numeros mostram isso. O problema é a arrogância que o caracteriza. Prepotente, não aceita críticas e acha que só ele entende de futebol, se parecendo com a maioria dos torcedores do "cru-cru" que possuem uma auto-afirmação burra.
Adilson entrou com um time misto, menospresando o Ipatinga, achando que o time do vale do aço seria presa fácil a qualquer momento do jogo. Pois aconteceu o contrário, o Ipatinga foi superior as "Marias" durante todo o jogo, com propriedade e agressividade conseguiu uma excelente vitoria, inclusive sendo prejudicado pelo trio de arbitragem, o que não e novidade quando se trata de jogos contra as "porpurinadas".
Enfim, a prepotência, arrogância, auto-afirmação o menosprezo ao adversário veio a lona domingo no mineirão. Com isso chego a uma conclusão: "torcida" e "time" do cruzeiro se merecem!
E que galo e tigre faça dessa inédita final um grande espetáculo!! Porque para eles que sairam fora, o campeonato mineiro não vale mais nada, quando ganham passa a valer alguma coisa!!!
Infelizmente esse ano não teremos o clássico João e Maria na final do mineiro, porque o João ta na final mas a Maria não!

Jogos de Inverno.

Domingo passado depois de ter tomado umas cervejinhas para falsear o calor, ligo a TV. O que eu vejo? Uma palhaçada: Reprise de algumas modalidades dos jogos de inverno! E os narradores tentando me convencer de que aquilo é legal.

E dá-lhe corrida de esqui, salto de esqui, skate sem rodinhas. E sobe montanha, desce montanha, tobogã de trenó deitado.

Pelo menos respeitaram o futebol e o deixaram de fora. O ápice é aquela bigorna deslizando no gelo e um bando de "velhos" de vassourinhas em uma "emocionante" modalidade chamada curling. Se eu mandar Marilene, que trabalhou lá em casa por mais de 15 anos, concerteza ela levaria o ouro. Ela varre muito melhor que esses gringos!!
Eh brincadeira um negocio desse?!

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Fantasmas de Dunga? Não, fantasmas dos torcedores!

Acabo de ler com um pouco de atraso a reportagem da revista Placar do mês de fevereiro que expõe na capa uma imagem de Ronaldinho Gaúcho com a seguinte frase: "O fantasma de Dunga".



Na minha opinião, o Ronaldinho Gaúcho e um fantasma para todo torcedor da seleção! E ainda querem que o Dunga leve o Ronaldo (Gordo) e o Roberto Carlos.



Achei até coerente o editorial da revista. Mas creio que esse assunto já deveria estar superado há muito tempo.

Não podemos viver do passado do Ronaldo (Gordo) e do Ronaldinho Gaúcho, que deixaram de ser craques em 2006 e 2007 respectivamente.

O Ronaldo tem usado o Corinthians para iludir os torcedores, manter-se em evidência e fazer a festa da mídia, nada mais. Aliás, clubes como o Corinthians e Flamengo só servem para esse tipo de coisa: ressucitar defuntos, o que nem é bem o caso do fofômeno que conquistou o Paulistão e a Copa do Brasil em 2009.

Mas o que esses jogadores (Ronaldo, Ronaldinho e Roberto Carlos) fizeram de brilhante em 2002, jogaram tudo no ralo em 2006.

Então vamos esquecer os "Ronaldos" e Roberto Carlos da vida e levantar a bola de quem realmente se destacou nessa "era dunga" que simplesmente ganharão tudo que disputaram.

Porque de baladeiro já basta o Adriano!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Cadê o time?

Grandes jogadas, dribles desconcertantes e a certeza de uma grande partida. Não. Esse não foi o futebol apresentado pelo Atlético na vitória magra por 1 a 0 diante do Sport ontem no mineirão. Aliás, esse não é o futebol apresentado pelo Galo desde o início do ano.
Com a contratação de Luxemburgo no final do ano passado, uma nova das milhões de esperanças que nós atleticanos já tivemos em ter um time competitivo para a temporada surgiu misturada com a decepção do fracasso do Galo-Celso Roth.
Esperança essa, que na minha concepção já esta indo por água abaixo. Convenhamos que o futebol apresentado pelo Atlético no início desse ano, anda por demais bizarro para que sintamos algum tipo de entusiasmo.
E não podemos inocentemente achar que com esse elenco pífio iremos disputar grandes títulos. A não ser que o presidente Kalil reforce o elenco principalmente no meio-campo e nas laterais para que a esperança renasce em nós torcedores. Por que com esse time nem Luxemburgo e nem DEUS resolvi!!
Cadê o time Kalil????

O verdadeiro "Clássico das multidões".

Atlético e América durante décadas foi considerado por muitos como o maior clássico de Minas, chamado pela imprensa e pelos torcedores de "O clássico das multidões". Clássico esse que a rivalidade não se limitava apenas dentro de campo, más fora dele também. Pelo fato do Atlético, clube que sempre teve a imagem vinculada à massa proletariada, e o América com a imagem vinculada à elite mineira, com grande número de empresários da alta sociedade e políticos renomados como torcedores. Criando assim uma rivalidade a nível social.


Atlético e America já proporcionaram jogos inesquecíveis ao longo da sua história, principalmente ao longo da primeira metade do século passado onde os palcos dessa disputa eram o Estádio Antônio Carlos (Atlético) e o Estádio Indepêndencia ou Campo do Sete (América).


Com a construção do Mineirão, o América passou por um jejum de 21 anos sem conquistar um título se quer. Como consequência disso ocorreu a transfêrencia de torcedores do Coelho para o outro lado fresco da lagoa o "Cru-Cru". Com isso este Clássico perdeu força e espaço para Atlético contra "Marias".


Ao longo da história Atlético e América já se enfrentaram 15 vezes na decisão do campeonato estadual, sendo 7 triunfos do galo e 8 do América.


Domingo dia 4 de abril os dois voltam a se enfentar nas quartas de final do mineiro. Torço para que o jogo seja digno dos ilustres e inesquecíveis "Clássico das Multidões". E que o galo vença o coelhinho em plena páscoa!!!

A massa. Uma homenagem à Armando Nogueira.

Acredita-se que o texto não seja de autoria de Armando Nogueira, mas foi graças a sua publicação que ficou conhecido no Brasil inteiro. Sem sua ajuda, muitos não conheceriam tamanha obra de arte. Uma justa homenagem ao mestre da comunicação que sempre exaltou a Massa em cenário nacional.

Torcidas, as haverá mais numerosas (Flamengo) ou mais conhecidas por sua grandeza (Corinthians), mas nenhum séquito futebolístico brasileiro se compara ao do Clube Atlético Mineiro em mística apaixonada, em anedótario heróico, em poesia acumulada ao longo dos anos. “A Massa”, como é simplesmente conhecida em Minas Gerais, compartilha com a torcida corinthiana (“A Fiel”) a honra de deixar-se conhecer com um substantivo ou adjetivo comum transformado em nome próprio, inconfundível.

A Fiel, A Massa: poucas outras torcidas terão realizado tal operação de mutação de um nome comum em nome próprio. Muito distintas são, no entanto, as torcidas dos alvi-negros paulistano e belo-horizontino: quem já vestiu a camisa do time do Parque de São Jorge sabe que a Fiel é fiel em sua paixão, não em seu apoio. Na derrota, a Fiel é implacável; não desaparece, como a torcida do Cruzeiro. Está sempre lá. Mas é capaz de crucificar com um pequeno manifestar-se de sua raiva. Na vitória, cobra cada vez mais, e reinstala aí sua insatisfação, cuja raiz quiçá esteja no mal-resolvido trauma dos 23 anos sem título, e do grande pesadelo de duas décadas chamado Pelé. A Fiel é fiel, e sempre o foi, mas sua fidelidade se nutre de um descompasso entre a alma do torcedor e a alma do time. No caso do atleticano, a alma do time não é senão a alma da torcida.
Toda a mística da camisa, das vitórias sobre times tecnicamente superiores (e também das derrotas trágicas e traumáticas), emana da épica, das legendárias histórias que nutre sua apaixonada torcida: nem o Urubu, nem o Porco, nem o Peixe, nem a Raposa, nem o Leão, nem nenhum animal mascote se confunde com o nome do time, com sua identidade, com sua alma mesma, como o Galo com o Atlético Mineiro.

E Galo é o nome da torcida (GA-LO), bíssilabo cantável e entoável como grito de guerra que ela eternizou ao encarnar em si o espírito do animal. Nenhum outro time é conhecido por tantas vitórias improváveis só conquistadas porque a massa empurrou. “Quem possui uma torcida como esta, é praticamente impossível de ser derrotado em casa” (Telê Santana).
Pelos idos de 69 ou 70, o timaço do Cruzeiro já tetra ou pentacampeão entrava em campo mais uma vez e parecia que de novo ia humilhar o Atlético, que já amargava o quinto aniversário do Mineirão sem nenhum título estadual. A superioridade técnica de Tostão, Dirceu Lopes, Natal, Raul, Piazza e cia eram simplesmente incontestável. Mesmo naquele clássico durante vacas tão magras, a massa atleticana era, como sempre foi, maioria no Mineirão. Impotente, ela viu Dirceu Lopes abrir o placar e o time do Cruzeiro massacrar o Galo durante 45 minutos. No intervalo, a massa que cantava o hino do Atlético foi inflamada por um recado de Dadá Maravilha pelo rádio: “Carro não anda sem combustível”. A fanática multidão encheu-se de brios, fez barulho como nunca, entoou o grito de guerra como nunca, encurralou sonoramente a torcida cruzeirense, e o time do Atlético – infinitamente inferior, liderado pelo artilheiro Dario e pelo seu grande goleiro (como é da tradição atleticana) Mazurkiewcz – virou o placar para 2 x 1 sobre o escrete azul, e abriu caminho para a reconquista da hegemonia em Minas, selada com o título estadual de 70 e o Brasileiro de 71. Nenhum dos jogadores atleticanos presentes nessa vitória jamais se esqueceu da energia que emanava das arquibancadas, e que literalmente ganhou o jogo.

Também as derrotas tradicionalmente contribuiram para a mística e paixão atleticana: como em 1998, quando o visitante Corinthians trouxe ao Mineirão sua máquina que se preparava para ser bicampeã brasileira e campeã mundial. O Galo se recuperava no Campeonato Brasileiro, vinha de uma vitória sobre o Grêmio no Olímpico, e a Massa mais uma vez lotou o estádio. Com seu toque de bola, o Corinthians envolveu o time atleticano, e no meio do segundo tempo já aplicava impiedosos 5 x 0, enquanto tocava a bola, colocava os atleticanos na roda e esperava o fim do jogo. Vendo seu time humilhado por um adversário superior dentro de seu próprio terreiro, a massa se levantou, e cantou durante mais de 10 minutos o belo hino, mais alto e com mais amor que nunca. Nenhum jogador presente se esqueceu, e um ano depois o Galo devolveria ao Corinthians os 5 x 1 do Mineirão, com sonoros 4×0 no Maracanã.

Como no silêncio sepulcral que envolveu o Mineirão em março de 1977, quando a grande equipe atleticana de Cerezzo, Reinaldo, Paulo Isidoro, João Leite e Marcelo perdeu nos pênaltis o título que todos já consideravam seu, incluindo-se, às vezes parece, os próprios adversários são-paulinos. O time do Atlético – mesmo jogando sem Reinaldo, injustamente suspenso – foi empurrado pela torcida, mostrou-se muito superior ao do São Paulo, como havia feito durante todo o campeonato em que acumulou 17 vitórias, 4 empates e nenhuma derrota, encurralou o adversário durante 120 minutos, mas o gol não saiu. O título é perdido nos pênaltis, mesmo depois de duas grandes defesas de João Leite em cobranças são-paulinas. Angelo, um dos craques do jovem time atleticano, deixa a partida pisoteado por Chicão, e nunca mais seria o mesmo. O Galo, base da seleção brasileira de Osvaldo Brandão, sai de campo vice-campeão invicto, com os 11 jogadores abraçados, 10 pontos à frente do campeão, e a Massa recebe aí sua grande tarefa dos próximos anos: realizar o luto pelo enorme trauma.

Começou a tarefa no domingo seguinte às 10 da manhã, levando legiões de bandeiras para uma amarga partida contra o Bahia no Mineirão. Nenhuma outra derrota de um favorito no Brasileirão se revestiria de tanta mística apaixonada. A partir daí essa Massa acumularia 10 títulos mineiros em 12 anos, e uma sequência de campanhas sensacionais no Brasileirão (o Atlético Mineiro é o time que mais pontos conquistou nos Campeonatos Brasileiros), interrompidas na final ou semifinal, em jogos fatídicos (Flamengo-80, Santos-83, Coritiba-85, Guarani-86, Flamengo-87, Corinthians-88).

A magia atleticana se encarnaria no seu torcedor mais famoso, Sempre, cujo nome real não se conhece, tal é força do apelido. Durante décadas, Sempre ocupou as arquibancadas do Independência e do Mineirão, com sua bandeira e seus ditos legendários. Nunca deixou de comparecer e nunca vaiou o time, embora chorasse nas derrotas. Foi dos primeiros a entoar o hino composto por Vicente Motta em 1969, e depois aprendido por milhões em todo o Brasil. Abria e fechava o clube diariamente, e participou de epopéias memoráveis da massa atleticana, como quando a multidão carregou no colo o artilheiro Ubaldo, pentacampeão mineiro de 1956, de sunga, ao longo dos 5,5 kilômetros que separam o estádio Independência da Praça Sete, ou como quando 20.000 atleticanos invadiram o Maracanã e empurraram o time à conquista do Primeiro Campeonato Brasileiro, em 1971, sobre o Botafogo de Jairzinho.

O Furacão de 70 sentiu seu peso de novo cinco anos mais tarde, na decisão do Mineiro de 76 – quando a Massa, mesmo tendo comemorado só 1 dos últimos 11 campeonatos mineiros, tomou conta do Mineirão para empurrar uma turma de meninos de 18-21 anos (de nomes Reinaldo, Cerezzo, Paulo Isidoro, Danival, Marcelo) a vitórias contundentes sobre o campeão da Libertadores. Estava aberto o caminho para o hexacampeonato de 78-83.

“Se houver uma camisa alvi-negra pendurada no varal num dia de tempestade, o atleticano torce contra o vento”.O achado do cronista Roberto Drummond resume a mitologia do Galo: contra fenômenos naturais, contra todas as possibilidades, contra forças maiores, a torcida atleticana passa por radical metamorfose e se supera. Superou-se tantas vezes que já não duvida de nada, e cada superação reforça ainda mais a mística, como uma bola de neve da paixão futebolística. Nenhum atleticano hesitaria em apostar na capacidade da Massa de transformar o impossível em possível a qualquer momento, de fazer parar aquela tempestade que açoita o pavilhão alvi-negro deixado solitário no varal. Não surpreende, então, o sucesso que tiveram os jogadores uruguaios que atuaram no Atlético Mineiro, do grande Mazurkiewcz ao maior lateral-esquerdo da história do clube, Cincunegui. Se há uma mística de garra e amor à camisa que se compara à atleticana, é a da celeste, não mineira, mas uruguaia. Só à seleção uruguaia a pura paixão por um nome e um símbolo levou a tantas vitórias inacreditáveis, improváveis, espíritas, ou puramente heróicas.

Em 1966, as duas camisas legendárias se encontraram, e o Galo derrotou o Uruguai duas vezes (26/04/66 – Atlético 3 x 2 Uruguai, 18/05/66 – Atlético 1 x 0 Uruguai). Ao contrário das torcidas conhecidas por sua origem étnica (Palmeiras, Cruzeiro, Vasco), por sua origem social (Flamengo, Fluminense, Grêmio, São Paulo), ou por seu crescimento a partir de uma grande fase do time(Santos, Cruzeiro), qualquer menção da torcida do Atlético Mineiro evoca, invariavelmente, a substância mesma que constitui o torcer. O amor ao time na vitória e na derrota, o apoio incondicional, a garra, a crença de que sempre é possível virar um resultado, o hino entoado unissonamente: a legião fanática que ama o Galo acima de tudo sabe que ser atleticano é unir-se num estado de espírito, compartilhar uma memória, e fazer da esperança uma permanente iminência. A massa atleticana é a prova maior de que, mesmo em época de profissionalização total do futebol, e do negócio futebol, para o povo brasileiro este é acima de tudo paixão por uma cor, um nome, um símbolo, a memória de um instante que pode ser um gol, um campeonato, um abraço ou um beijo. Galo é o nome que mais radical e verdadeiramente expressa, para tantos milhões de brasileiros, o inexplicável dessa paixão. O Galo é o único clube a ter vencido a Seleção Brasileira. E não foi qualquer uma. Ela entrou em campo com Felix, Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel e Rildo (Everaldo); Piazza e Gérson (Rivelino); Jairzinho, Tostão (Zé Maria), Pelé e Edu (Paulo César). O Galo venceu com Mussula, Humberto Monteiro, Grapete, Normandes (Zé Horta) e Cincunegui (Vantuir); Oldair e Amauri (Beto); Vaguinho, Laci, Dario e Tião (Caldeira).

Estreando uma "vergonha".

Na minha estréia como blogueiro resolvi falar de uma das minhas grande paixões, o Clube Atlético Mineiro . Muitas foram as vezes que me perguntei o por que dessa insistência no amor não correspondido ao Galo, mas nessas últimas semanas eu posso dizer que me envergonhei. Não me envergonhei porque as camisas lançadas não são bonitas, me envergonhei pela reação que tive após o lançamento.
No twitter não perdi tempo e passei a madrugada toda criticando o presidente Alexandre Kalil. Logo ele, o homem responsável por reerguer o Atlético, e que mesmo com erros e acertos, em apenas um ano de mandato conseguiu devolver-nos a alegria de torcer.
Bati sempre na mesma tecla de que camisa cor rosa é coisa de "Maria", de gay, boiola, etc... Passou um tempo me perguntei: Será mesmo que isso é tão importante assim? Será que eu desocupado de plantão não tem outra coisa para fazer além de reclamar da cor da camisa de TREINO do Galo? Pelo que me lembro, não é no nosso hino que a palavra VAIDADE é citada.
Não me interessa o motivo da escolha da cor da camisa. Não quero saber se foi por escolha aleatória, marketing, se foi para criar polêmica ou como já me disseram, por um simples erro da topper. O nosso papel e feito dentro de campo, empurrando e torcendo durantes os 90 minutos de jogo, e isso nós fazemos como ninguém.
Não me interessa a cor que estiver usando o meu time, o importante é que eu saberei que aquela camisa estará representando a coisa mais importante do mundo para mim naquele momento, o Clube Atlético Mineiro.
Assim como torci contra o vento durante os meus 24 anos, não deixarei passar a oportunidade de caminhar contra a maré e ignorar as críticas das marias celestes. Que atire a primeira pedra o homem que nunca usou uma camisa rosa na vida.
A poeira abaixou e voltei a pensar apenas dentro de campo, como devem fazer os torcedores, apesar de que para mim, ser ATLETICANO é diferente de ser um mero torcedor, seja de preto, branco, cinza, rosa ou até mesmo bonina. Atleticano se reconhece pela alma, e não pelo uniforme que o time está usando.
Parabéns GALO pelos 102 anos completados no dia 25 de março.
E obrigado meu DEUS por me fazer Atleticano.
Abraço Nação!!!